sábado, 24 de maio de 2008

Medo!

No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor (1 João 4:18).

A experiência nos mostra que o sentimento do medo consegue destruir relacionamentos humanos.

Há pessoas que procuram companhia só porque tem medo da solidão. Quando elas procuram os outros não lhes passa pela cabeça compartilhar amor ou a doação de si mesmas. Nestes casos, assim que a pessoa descobre que o outro não vai ser-lhe útil ou serviçal, o interesse morre e o relacionamento acaba. É neste ponto que a Bíblia nos ajuda: para acabar com o medo, o jeito é cultivar amor. E doar amor.

Nos nossos relacionamentos, tanto é verdade que o medo destrói, tanto é verdade que o amor constrói. O medo não encoraja a intimidade. O medo não confia na lealdade. Ele não acredita no arrependimento, por isso não consegue desculpar. Quem tem medo do passado, pelo sofrimento de antigos relacionamentos, não vai conseguir relacionamentos de futuro. A receita Bíblica é: “o verdadeiro amor lança fora o medo” (I João 4:18).

(por Pr. Olavo Feijó)

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Só o Amor...

Como se cura a ferida
Quando perdoar é tão difícil
E quando esquecer não se consegue
Como enfrentar essa vida
Quando o coração já em pedaços
Encontra a desilusão e quebra o mundo inteiro
Num golpe baixo
Nunca imaginei chorar teu engano
No meio dessa dor
Minha força foi minha fé
No meu lamento, buscando alento
Olhei pro céu, te Perdoei...

(
Fernanda Brum – “Como se cura a ferida”)



Shakespeare disse há 300 anos: “Aprendi que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas”.
Jesus
disse há mais de 2000 anos: “Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu AMOR”.

O AMOR nunca falha, não se iluda! Não se esconda através da desculpa do tempo! Se alguém te feriu, se você feriu alguém, somente o amor é capaz de curar suas feridas… Não se esconda esperando que o tempo resolva o que somente o amor, o perdão é capaz de resolver! Não se torne escravo do tempo! Porque daqui a 10, 20 anos, se você não tiver perdoado quem te feriu, sua ferida ainda estará lá, pronta para sangrar e, mesmo que muitos anos se passem, ela voltará a doer…

O AMOR, e não o TEMPO, é o que cura todas as feridas. Quantas pessoas passam a vida inteira odiando alguém que lhes fez mal… Quantas pessoas se aprisionam à corrente do ódio e do rancor e, com a desculpa do tempo, acabam vivendo aprisionadas, angustiadas e desestimuladas…

O AMOR, e não o TEMPO, é o que cura todas as feridas. Apenas o amor é capaz de nos libertar totalmente… Por mais difícil que pareça ser, dê um passo de coragem e se disponha a amar… Mesmo que o seu amor não seja correspondido, mesmo que seu perdão não seja sentido e que seu arrependimento não seja ouvido… O seu amor será um poderoso remédio a curar suas feridas…

Shakespeare disse há 300 anos: “Aprendi que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa”.
Salomão disse há quase três mil anos: “O ódio excita contendas, mas o AMOR cobre todos os pecados”.

-O amor transforma, nos faz ver o próximo com olhos de misericórdia e não de julgamento…
-O amor nos faz estender a mão para abraçar, para ajudar e não para agredir...
-O amor nos faz dirigir palavras de consolo, de perdão e não de ódio e contendas…
-O amor transforma a nossa vida e nos faz ver as pessoas que estão ao nosso redor em sua essência e não em sua aparência…

Peça a Deus o dom de amar, esforce-se buscando esse amor, renuncie à voz do orgulho e da vaidade, deixe que o amor cure e limpe as feridas de sua alma… Não deixe o tempo passar, porque só o amor é capaz de restaurar nossas vidas… E, além do mais, nós não sabemos o dia de amanhã…

(texto original de Deyse Melo: http://deysemelo.com/ – editado)

sexta-feira, 9 de maio de 2008

As Raízes do Nosso Caráter

A medida fundamental de um homem não é como ele se posiciona em momentos de conforto e conveniência, mas como ele se posiciona em tempos de desafio e controvérsia. (Martin Luther King, Jr)

Certa vez, uma senhora levou para a sua casa, para ser companheiro do seu filho, um menino aleijado, que era corcunda também. Tinha avisado o seu filho que fosse muito cuidadoso no trato com o outro para não magoá-lo sobre aquele assunto, tratando-o e brincando como se ele fosse um menino como os outros. Em dado momento, ela escutou o filho dizer ao amiguinho, enquanto brincavam: “Você sabe o que é isso nas suas costas?”. O pequeno aleijado, meio embaraçado, hesitou um pouco. O outro continuou: “É o lugar onde estão as suas asas. E um dia Deus vai abrir aí, e você vai sair voando e ser anjo”.

Li essa história no clássico Mananciais no Deserto (Ed. Betânia). O ensinamento mais precioso é o de que, algum dia, vamos entender como as coisas contrárias e difíceis podem ser instrumentos divinos para moldar a nossa personalidade e nos aperfeiçoar. Vamos compreender que algumas batalhas da vida são maravilhosos fertilizantes para as raízes do nosso caráter.

As especiarias que chegam do Oriente vêm em pacotes grosseiros, mas, quando abertos, desprendem fragrâncias arrebatadoras. Assim, é difícil suportar algumas dificuldades, mas elas abrigam em seu interior inúmeras possibilidades que nos fazem mais capazes e fortes.

(Por Elisângela Machado de Freitas)

terça-feira, 6 de maio de 2008

Como Jesus venceu a tentação

1. Confiou em Deus (1 João 5:4; Efésios 6:16);
2. Usou as Escrituras (1 João 2:14; Colossenses 3:16);
3. Resistiu ao diabo (Tiago 4:7; 1 Pedro 5:9)


Na luta do cristão contra o diabo, o principal campo de batalha é a tentação. O discípulo precisa vencer o inimigo superando as tentações. Não estamos sós, contudo. Jesus tornou-se um homem, foi tentado como somos, obteve a vitória, assim mostrando como nós podemos triunfar sobre Satanás (note Hebreus 2:17-18; 4:15). É essencial, portanto, que analisemos cuidadosamente de que forma Jesus venceu.

Embora Jesus tenha sido tentado várias vezes, ele enfrentou um teste especialmente severo logo depois que foi batizado. Lucas recorda este evento (Lucas 4:1-13), mas seguiremos a história conforme Mateus a conta: "A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome" (Mateus 4:1-2). Pelo fato que foi o Espírito que levou Jesus para o deserto mostra que Deus pretendia que Jesus fosse totalmente humano e sofresse tentação. Note estas três tentativas de Satanás para seduzir Jesus.

Primeira Tentação

A afirmação do diabo: "Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães" (4:3). O diabo é um mestre das coisas aparentemente lógicas. Jesus estava faminto; ele tinha poder para transformar as pedras em pão. O diabo simplesmente sugeriu que ele tirasse vantagem de seu privilégio especial para prover sua necessidade imediata.

As questões: Era verdade que Jesus necessitava de alimento para sobreviver. Mas a questão era como ele o obteria. Lembre-se de que foi Deus quem o conduziu a um deserto sem alimento. O diabo aconselhou Jesus a agir independentemente e encontrar seus próprios meios para suprir sua necessidade. Confiará ele em Deus ou se alimentará a seu próprio modo? Há aqui, também, uma questão mais básica: Como Jesus usará suas aptidões? O grande poder que Jesus tinha seria usado como uma lâmpada de Aladim, para gratificar seus desejos pessoais? A tentação era ressaltar demais os privilégios de sua divindade e minimizar as responsabilidades de sua humanidade. E isto era crucial, porque o plano de Deus era que Jesus enfrentasse a tentação na área de sua humanidade, usando somente os recursos que todos nós temos a nossa disposição.

A resposta de Jesus: "Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (4:4). Em cada teste, Jesus se voltava para as Escrituras, usando um meio que nós também podemos empregar para superar a tentação. A passagem que ele citou foi a mais adequada naquela situação. No contexto, os israelitas tinham aprendido durante seus 40 anos no deserto que eles deveriam esperar e confiar no Senhor para conseguir alimento, e não tentar conceber seus próprios esquemas para se sustentarem.

Lições: 1. O diabo ataca as nossas fraquezas. Ele não se acanha em provar nossas áreas mais vulneráveis. Depois de jejuar 40 dias, Jesus estava faminto. Daí, a tentação de fazer alimento de uma maneira não autorizada. Satanás escolhe justamente aquela tentação à qual somos mais vulneráveis, no momento. De fato, as tentações são freqüentemente ligadas a sofrimento ou desejos físicos. 2. A tentação parece razoável. O errado freqüentemente parece certo. Um homem "tem que comer" . Muitas pessoas sentem que necessidades pessoais as isentam da responsabilidade de obedecer às leis de Deus. 3. Precisamos confiar em Deus. Jesus precisava de alimento, sim. Porém, mais do que isso, precisava fazer a vontade do Pai. É sempre certo fazer o certo e sempre errado fazer o errado. Deus proverá o que ele achar melhor; meu dever é obedecer-lhe. É melhor morrer de fome do que desagradar ao Senhor.

Segunda Tentação

A afirmação do diabo: "Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se és filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra" (4:5-6). Jesus tinha replicado à tentação anterior dizendo que confiava em cada palavra do Senhor. Aqui Satanás está dizendo: "Bem, se confia tanto em Deus, então experimenta-o. Verifica o sistema e vê se ele realmente cuidará de ti." E ele confirmou a tentação com um trecho das Escrituras.

As questões: A questão é: Jesus confiará sem experimentar? Desde que Deus prometeu preservá-lo do perigo, é certo criar um perigo, só para ver se Deus realmente fará como disse?

A resposta de Jesus: "Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus" (4:7). A confiança verdadeira aceita a palavra de Deus e não necessita testá-la.

Lições: 1. O diabo cita a Escritura; ele põe como isca no seu anzol os versículos da Bíblia. Pessoas freqüentemente aceitam qualquer ensinamento, se está acompanhado por um bocado de versículos. Mas cuidado! O mesmo diabo que pode disfarçar-se como um anjo celestial (2 Coríntios 11:13-15) pode, certamente, deturpar as Escrituras para seus próprios propósitos. O diabo fez três enganos: Primeiro, não tomou todas as Escrituras. Jesus replicou com: "Também está escrito". A verdade é a soma de tudo o que Deus diz; por isso precisamos estudar todos os ensinamentos das Escrituras a respeito de um determinado assunto para conhecer verdadeiramente a vontade de Deus. Segundo, ele tomou a passagem fora do contexto. O Salmo 91, no contexto, conforta o homem que confia e depende do Senhor; ao homem que sente necessidade de testar o Senhor nada é prometido aqui. Terceiro, Satanás usou uma passagem figurada literalmente. No contexto, o ponto não era uma proteção física, mas uma espiritual. 2. Satanás é versátil. Jesus venceu em uma área, então o diabo se mudou para outra. Temos que estar sempre em guarda (1 Pedro 5:8). 3. A confiança não experimenta, não continua pondo condições ao nosso serviço a Deus, e não continua exigindo mais prova. Em vista da abundante evidência que Deus apresentou, é perverso pedir a Deus para fazer algo mais para dar prova de si.

Terceira Tentação

A afirmação do diabo: "Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou- lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares" (4:8-9). Que tentação! O diabo deslumbrava com a torturante possibilidade de reinar sobre todos os reinos do mundo.

As questões: A questão aqui não era tanto a de Jesus tornar-se um rei (Deus já lhe tinha prometido isso Salmo 2:7-9; Gênesis 49:10), mas de como e quando. O Senhor prometeu o reinado ao Filho depois de seu sofrimento (Hebreus 2:9). O diabo ofereceu um atalho: a coroa sem a cruz. Era um compromisso. Ele poderia governar todos os reinos do mundo e entregá-los ao Pai. Mas, no processo, o reino se tornaria impuro. Então as questões são: Como Jesus se tornaria rei? Você pode usar um meio errado e, no fim, conseguir fazer o bem?

A resposta de Jesus: "Retira-te Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto" (4:10). Nada é bom se é errado, se viola as Escrituras.

Lições: 1. Satanás paga o que for necessário. O diabo ofereceu tudo para "comprar" Jesus. Se houver um preço pelo qual você desobedecerá a Deus, pode esperar que o diabo virá pagá-lo. (Leia Mateus 16:26). 2. O diabo oferece atalhos. Ele oferece o mais fácil, o mais decisivo caminho ao poder e à vitória. Jesus recusou o atalho; Ele ganharia os reinos pelo modo que o Pai tinha determinado. Hoje Satanás tenta as igrejas a usar atalhos para ganhar poder e converter pessoas. O caminho de Deus é converter ensinando o evangelho (Romanos 1:16). Exatamente como ele tentou Jesus para corromper sua missão e ganhar poder através de meios carnais, assim ele tenta nestes dias. 3. O diabo oferece compromissos por bons propósitos. Ele testa a profundeza de nossa pureza. Ele nos tenta a usar erradamente as Escrituras para apoiar um bom ponto ou dizer uma mentira de modo a atingir um bom resultado. Nunca é certo fazer o que é errado.

Conclusão

Nesta batalha entre os dois leões (1 Pedro 5:8; Apocalipse 5:5), Jesus ganhou uma vitória decisiva. E ele fez isso do mesmo modo que nós temos que fazer. Confiou em Deus (1 João 5:4; Efésios 6:16). Usou as Escrituras (1 João 2:14; Colossenses 3:16). Resistiu ao diabo (Tiago 4:7; 1 Pedro 5:9). O ponto crucial é este: Jesus nunca fez o que ele sabia que não era certo. Que Deus nos ajude a seguir seus passos (1 Pedro 2:21).

(por G. Fisher)

domingo, 20 de abril de 2008

O tempo de Deus

TeMpO. S.m.: 1. A sucessão dos anos, dias, horas, etc., que envolve a noção do presente, passado e futuro. 2. Momento ou ocasião apropriada para que uma coisa se realize (Aurélio).

Em alguns momentos, temos a impressão de que Deus está muito distante como se estivesse indiferente às nossas necessidades, sem pressa alguma em nos atender. Surge, a partir daí, uma tensão, entre a nossa pressa e a aparente demora de Deus. O resultado, não raro, é a sensação de abandono, de agonia e de impotência total.

Há três reflexões que precisamos fazer nessas ocasiões...

1) A primeira, Deus não tem pressa! O agir de Deus como Senhor do tempo, da vida e da história é na exata medida de sua precisão. Ele é perfeito em tudo que faz. A pressa é própria do homem. Nossas neuroses não combinam com a paciência de Deus, sendo sempre bom lembrar que a nossa pressa não altera a ordem natural das coisas. O fluxo da vida é como o leito de um rio, que corre sozinho, sem pressa que ninguém precise apressá-lo.

2) Em segundo lugar, a aparente demora de Deus deve ser entendida por nós como um tempo pedagógico. Enquanto esperamos, Ele nos está ensinando algo. Muitas vezes, é na expectativa da espera que encontramos tempo para um mergulho em nossa interioridade, mudamos nossas percepções, refletimos sobre nossos valores, sentimentos e prioridades. Esperar origina uma forma de aprender. Quando esperamos por Deus, estamos aprendendo com ELE.

3) Uma terceira reflexão que deparamos no espaço do tempo entre a procura e a resposta, é que na vida nada melhor que um dia após o outro. O tempo sempre nos traz à luz aquilo que não conseguimos enxergar de imediato, porque a pressa encobre nossa visão. Conseqüentemente, a paciência produz a experiência, e a experiência nos conduz à esperança. Quem quiser colher frutos no futuro, precisa aprender a plantar esperança e paciência. Logo, por que apressar o rio se ele corre sozinho e naturalmente?

A cultura do imediato, das respostas prontas, da comida rápida e das demais neuroses que a sociedade moderna nos impõe, acaba roubando de nós a paciência, uma das virtudes mais indispensáveis para quem quer viver uma vida melhor, e colher os frutos de um amanhã salutar.

A vida desenvolve uma contínua construção, sempre inacabada, que exige repensar valores, vivenciar novos sentimentos, aprender novas lições, conquistar novos espaços e vislumbrar novos horizontes. A vida é pedagogia pura. Ela é um aprendizado forjado nas lições do cotidiano.

Deixemos, pois, que cada dia dê conta de si mesmo, e que despeje suas águas turvas, cheias de mazelas e tensões, sempre ao pôr do sol. Tenhamos sempre em mente que Deus está no controle de tudo, inclusive do tempo. Porque, então, apressar o rio? Siga o conselho de Jesus, o Mestre da vida: “Não andeis ansiosos pelo amanhã; basta a cada dia o seu mal”. Deus não tem pressa! Nós é que não sabemos viver.

(texto: Pr. Estevam Fernandes - PIBJP)


“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1).


Obs: O poema ao lado da ampulheta é um trecho de "O que há", de Álvaro de Campos (F.P.). "O poema, como um todo, exalta o tédio/cansaço do Homem moderno". O trecho, isoladamente, me soa como a ânsia de uma alma inquieta, que almeja, com pressa, muito mais do que os outros.

domingo, 13 de abril de 2008

O Melhor da Vida Está Por Vir (I)

Ana estava muito triste e, enquanto orava ao Senhor, as lágrimas caiam-lhe abundantemente. (I Sm 1:10)

A história de Ana, a mulher estéril a quem Deus curou e lhe deu um filho, um dos grandes profetas, chamado Samuel, ensina-nos uma importante lição de otimismo. Um dia, Ana parou de chorar, voltou a sorrir, começou a respirar o oxigênio da vida e caminhou na direção do milagre. Deus possibilitou que Ana não apenas fosse mãe de Samuel, mas de outros três filhos e duas filhas também (I Samuel 2:21).

A lição de Ana mostra que é hora de sair da caverna da depressão. É hora de parar de chorar, de reclamar e voltar à trincheira da vida. A vida é maravilhosa! É um presente de Deus. É um milagre diário do céu. Não desanime, não entregue os pontos, não jogue a toalha e não baixe as armas. Com Deus, o melhor está por vir. Não caminhamos para o caos, mas para um glorioso alvorecer. A sua crise de hoje pode ser a fronteira de um milagre.

(texto: Pr. Itaniel Silva)


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Alegra a alma do teu servo, pois a ti, Senhor, levanto a minha alma. Pois tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para todos os que te invocam. Dá ouvidos, Senhor, à minha oração e atende à voz das minhas súplicas. No dia da minha angústia clamo a ti, porquanto me respondes. Entre os deuses não há semelhante a ti, Senhor, nem há obras como as tuas. Todas as nações que fizeste virão e se prostrarão perante a tua face, Senhor, e glorificarão o teu nome. Porque tu és grande e fazes maravilhas; só tu és Deus. Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; une o meu coração ao temor do teu nome. Louvar-te-ei, Senhor Deus meu, com todo o meu coração, e glorificarei o teu nome para sempre. Pois grande é a tua misericórdia para comigo; e livraste a minha alma do inferno mais profundo. Ó Deus, os soberbos se levantaram contra mim, e as assembléias dos tiranos procuraram a minha alma, e não te puseram perante os seus olhos. Porém tu, Senhor, és um Deus cheio de compaixão, e piedoso, sofredor, e grande em benignidade e em verdade. Volta-te para mim, e tem misericórdia de mim; dá a tua fortaleza ao teu servo, e salva ao filho da tua serva. (Salmo 86: 4-16)

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Futuro melhor!

Quando você se posiciona no passado,
você se torna um prisioneiro no presente.


(Dick Kaufman)

O que aconteceu no passado trouxe você para onde hoje você se encontra. Porém, ainda assim, o passado não tem controle sobre para onde você deseja ir. A história do seu passado não cria o seu futuro. As escolhas criadas agora é que irão determinar a substância do seu futuro.

Aprenda com os seus erros, mas não agonize sobre eles. Não há nada que você possa fazer a fim de mudar o que já aconteceu, porém, tem muito o que você pode fazer a fim de se movimentar positivamente para além do que ocorreu em seu passado.

As pessoas mudam, circunstâncias mudam e você também pode mudar. Com a graça de Deus presente, vem a oportunidade de se livrar das velhas limitações e ganhar um novo propósito e sentido para a vida. Dê ao dia de hoje uma nova energia, novo esforço, novo compromisso e nova determinação. Veja o futuro melhor que pode muito bem ser algo que você sequer ainda experimentou.

(texto: Nélio DaSilva)

...esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo... (Filipenses 3:13-14)

domingo, 23 de março de 2008

Tempos difíceis

Os Homens
e seus espelhos mágicos
nada vêem,
além de si mesmos...
(Espelhos Mágicos - OG3)


Os cristãos estão vivendo tempos difíceis. Descontentamento, decepção, desconforto, desencorajamento, desespero, depressão, divórcio, discórdia, desdém, desgosto, dissensão e desobediência são bastante comuns entre os que foram chamados para dar testemunho da glória de Deus e para refletir a imagem de Cristo. Muitos cristãos têm buscado conselheiros profissionais e psicólogos para ajudá-los a resolver os problemas da vida, mas esses problemas parecem estar aumentando.

Os "consumidores" cristãos carregados de problemas também podem escolher entre uma grande quantidade de produtos: livros, conferências e grupos de auto-ajuda – mas os problemas continuam se multiplicando. Quanto mais se trata dos problemas, mais as pessoas se tornam centradas neles. Até aqueles que tentam resolver os problemas da vida com princípios bíblicos, muitas vezes acabam se envolvendo tanto nesses problemas que não alcançam a raiz da dificuldade real. O tratamento dos problemas freqüentemente alcança somente os sintomas superficiais, apenas substituindo-os por outros sintomas. Alguns cristãos vivem de crise em crise. Outros carregam um peso que parece ficar mais e mais pesado com o passar dos anos.

Nunca houve tantos livros disponíveis para os cristãos na sua busca da família perfeita, do casamento perfeito e da vida perfeita. Não obstante, muitos cristãos falham em refletir a imagem de Cristo em sua família, no casamento e na vida. Será que as dificuldades que os cristãos enfrentam estão relacionadas com o fato deles estarem vivendo naqueles tempos difíceis sobre os quais Paulo alertou a Timóteo? "Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os Homens serão egoístas..." (2 Tm 3.1-2). A Edição Revista e Corrigida diz: "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá Homens amantes de si mesmos..."

As pessoas estão perecendo por causa do amor – do amor a si próprias. Elas foram ensinadas pelos especialistas modernos em psicologia que deveriam amar a si mesmas. Elas ouviram que, a menos que se amassem, elas não poderiam amar aos outros. Pregadores e outras pessoas bem-intencionadas fizeram ecoar as palavras: "você precisa se amar". Conselheiros e televangelistas insistiram: "Ame-se! Goste de si mesmo! Honre-se! Você merece!" Cada vez mais essas tentações de auto-comiseração ou exaltação do ego são sutil e facilmente aceitas pelas pessoas, pois o coração é enganoso (Jr. 17.9).

Mas, observe o que procede de pessoas que são "amantes de si mesmas". Esses homens "egoístas" são: "avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus" (2 Tm 3.2-4).

Uma rápida observação das palavras que seguem "amantes de si mesmas" revela um estado de vida bastante pecaminoso, assim como atitudes e atos pecaminosos. Tal amor a si próprio é tão poderoso que os "amantes de si mesmos" são "mais amigos dos prazeres que amigos de Deus". E isso está em profunda contradição com o Grande Mandamento: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22.36-39).

Enquanto que os propagadores do amor a si próprio tentam ler um terceiro mandamento (ame-se a si mesmo) nessa passagem das Escrituras, Jesus deixou claro que estava falando de apenas dois mandamentos, pois disse: "Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (Mt 22.40). Não há nas Escrituras um mandamento para amar a si mesmo.

Os Homens são infelizes e sofrem com os problemas da vida porque se tornaram "amantes de si mesmos" e "mais amigos dos prazeres que amigos de Deus". A inclinação pecaminosa do ser humano é amar a si mesmo mais do que a Deus e às outras pessoas. O egoísmo se agarra à natureza humana e produz inveja, luxúria, orgulho, arrogância, desrespeito por Deus, desobediência aos pais, falta de gratidão, engano, provocando tanto a paixão pelos seus próprios caminhos quanto a contenda por causa deles. Ele leva também a falsas acusações, que são exageradas, já que as pessoas têm sido encorajadas a culpar seus pais, as circunstâncias, e a qualquer outra coisa, menos a si mesmas, pela sua condição de vida.

Será que as pessoas estão tentando desenvolver-se, melhorando a si mesmas e às circunstâncias em que vivem, sem tocar na raiz do problema? Será que o amor a si próprio está escondido sob os mais benevolentes gestos e por trás das orações mais fervorosas? Que tipo de crescimento pessoal as pessoas estão procurando? O crescimento pessoal que vai aumentar sua auto-estima, ou o crescimento pessoal que envolve negar a si mesmo e tomar a sua cruz? O crescimento pessoal que vai confirmar o valor de seus próprios egos, ou o que as tornará semelhantes à imagem de Cristo?

Ambas as formas de crescimento, tanto a que se inclina para o amor a si mesmo quanto a que se inclina para amar a Deus, têm um custo elevado. Amar a si mesmo mais do que amar a Deus leva a uma perda espiritual, mas amar a Deus com todo o seu ser leva a negar o "eu" e faz com que o efeito mortal da cruz se faça sentir contra o velho homem (aquele "eu" ao qual muitos de nós ainda estão agarrados e amam), que deve ser considerado morto (Rm 6).

Jesus disse: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?" (Lc 9.23-25).

O mesmo Deus que salva e santifica também ordenou que as boas obras sejam uma conseqüência natural da Sua obra: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Ef 2.8-10). Essas boas obras incluem amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e a obediência a Ele, pois o amor a Deus é expresso obedecendo-Lhe e amando-se uns aos outros. Uma pessoa não é salva nem se santifica pelas boas obras. Entretanto, as boas obras são conseqüência do que Deus já fez e continua a fazer. Por isso, Paulo diz: "Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade" (Fp 2.12-13).

Além disso, todas essas coisas devem ser feitas sem murmurações nem contendas (Fp 2.14), ou seja, sem reclamar ou discutir com Deus sobre as circunstâncias da vida e como proceder na presença dEle.

Por toda a caminhada cristã há o despojar-se dos velhos caminhos (do velho homem com suas paixões enganosas) e o revestir-se do novo homem, "criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade" (Ef 4.24).
Essa é a caminhada diária do cristão. Despojar-se do velho homem é o equivalente a negar a si mesmo, e revestir-se do novo homem envolve tomar sua cruz e seguir a Cristo.

Se bem que muitos cristãos podem concordar em princípio, quantos estão fazendo isso diariamente, momento após momento? Quantos de nós estão confiando no Senhor o suficiente para tomarmos a nossa cruz, reconhecendo-O em todos os nossos caminhos e deixando-O afastar-nos do amor-próprio para amá-lO de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e de toda a força, amando-nos uns aos outros tanto quanto nós já nos amamos a nós mesmos? Cada dia é cheio de oportunidades para amar a Deus ou para amar o "eu" em primeiro lugar. Qual vamos escolher?

(por Martin e Deidre Bobgan, PsychoHeresy Awareness Letter 3-4/2000 – traduzido por Jarbas Aragão)



domingo, 9 de março de 2008

Florescer, ainda que entre pedras

"Era uma fase de muitas lutas e provações na minha vida. Certa manhã, ao sair para o trabalho, andava cabisbaixa pela calçada. Ao atravessar a rua, vi, entre os paralelepípedos, no meio da rua, uma minúscula florzinha amarela que, apesar de pequenina, era muito bela. O que mais me impressionou foi que por ali passavam diversos carros, mas ela permanecia intacta. Colhi aquela flor e observei-a entre meus dedos. Então senti Deus falar ao meu coração: 'Sabe quantas barreiras ela enfrentou para chegar até aqui? Ela floresceu mesmo entre as pedras'.

Aquela pequenina flor me ensinou uma lição preciosa: Deus, em sua infinita sabedoria, muitas vezes nos coloca em meio a dificuldades, tal como aquela flor entre as pedras, justamente para que possamos florescer em lugares onde nada se espera encontrar. Ali, onde tudo parece estar morto, Deus nos faz manifestar o seu poder e a riqueza da vida que encontramos nEle. As dificuldades são o desafio de Deus para que manifestemos sua abundância em lugares desertos e sem vida. As dificuldades, também, tal como as pedras que protegiam a florzinha das rodas dos carros, são permitidas por Deus para nos permitir crescer."

(Extraído do Calendário Luz e Vida)


Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação. (Hc 3:17-18)

quinta-feira, 6 de março de 2008

A sua caixa...

Todos os dias,
a cada momento,
você está escrevendo
a história da sua vida.

(Howard Martin)

Cada dia que nasce nos chega como uma caixa vazia, pronta para receber o que nela for colocado. Nós podemos encher essa caixa com tesouros preciosos ou com objetos triviais e sem importância. Muitas coisas que colocamos dentro daquela caixa, nós o fazemos por hábito, sem nenhuma reflexão, porque é algo que tem se tornado rotineiro e fácil de fazer. Se você abrisse a sua caixa de hoje daqui a um ano, quais seriam as coisas de genuíno valor que você encontraria? Você poderia distinguir a caixa de hoje das demais?

Uma vez que a caixa de hoje esta completa, não há mais retorno. Você não pode tirar nada e nem colocar nada de volta. Porém, amanhã pela manhã, diante de você estará uma nova caixa vazia e - como todos os outros dias - cheia de possibilidades.

A vida é breve, porém muito importante. Por isso ela nos é entregue aos poucos, em doses diárias. E assim vamos escrevendo a nossa história, diariamente. Deus, a cada manhã lhe dá um novo dia para viver, uma nova caixa em que você tem a oportunidade de depositar tesouros preciosos. Torne essa caixa algo especial e receba os tesouros que – sem nenhuma dúvida – podem ser seus.

(por Nélio DaSilva)

"As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim. Novas são cada manhã..." (Lm 3:22-23a).





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